CHEFE DO TRÁFICO DO CAJU TEM ADMINISTRAÇÃO CONTESTADA POR MORADORES

Desde que assumiu o controle máximo do tráfico no Complexo do Caju (ADA), o traficante conhecido como Bob, tem a sua gestão contestada por parte dos moradores.

Segundo informações, o bandido começou a cobrar taxas dos moradores, igual as atividades da Milícia.

Quem se nega, tem o seu imóvel roubado e invadido pelo tráfico.

Isso não acontecia nas administrações passadas no Complexo do Caju.

Bob é o traficante Luis Alberto Santos de Moura.

Deixou o presídio Ary Franco com regime semiaberto em 10/11/2016 e nunca mais retornou, se tornando um procurado pela justiça.

Ele responde pelo crime de homicídio qualificado.

Também foi a peça chave para recolocar a bandeira da facção Amigos dos Amigos de volta para o Caju.

Após a discussão interna entre os chefões da facção ADA, resultando na expulsão do traficante Coroa (preso) que era chefão do Caju, a comunidade ficou sem dono e sem facção.

Na época, o Coroa insatisfeito com a quantidade de roubos sendo feitos pelos comparsas do Quitanda (ADA) em Costa Barros, ordenou que acabasse, pois só estavam aumentando seus processos criminais.

No entanto, os roubos abasteciam os cofres do traficante Fera (preso) ou 4 Patas, amigo antigo do Coroa, desde a época que dominavam o Complexo da Maré.

Como em 2005 o Coroa assumiu todos os crimes para deixar o Fera livre da justiça, para que assim organizasse o tráfico nas ruas, ele entendiam que o traficante tinha um favor antigo com ele.

No meio do entreveiro entre os chefes, o  Coroa exigiu que o Fera entregasse o comanda da Quitanda, alegando que era o dono legítimo, e apenas deu o controle pro Fera, mas estaria retomando.

Os seus comparsas da Pedreira e Lagartixa atenderam o seu pedido, e desceram até a Quitanda e assumiram o controle do tráfico. Essa ação foi organizada pelo traficante Noel, chefão das comunidades naquele momento.

A ordem era matar todos ligados ao Fera, inclusive o traficante Gordão ou Th, o homem que estava de frente na Quitanda.

Como os homens das ruas de ambos os chefes eram amigos, não houve matança, apenas atenderam o pedido e se retiraram da comunidade.

Mas esse mini golpe pegou mal em toda a facção ADA, e essa invasão na Quitanda virou tema de debate entre a facção.

Os principais chefes da facção ADA, entre eles Lindinho, Celsinho, Nem e Coelho, ordenaram que o Coroa devolvesse a comunidade para o Fera.

Se não atendesse o pedido, a Pedreira e Lagartixa não seriam mais ADA, e receberiam constantes invasões em Costa Barros.

Como parte do grupo do Coroa também não concordou com a decisão de ocupar a Quitanda, parte ficou do lado dos outros chefes do ADA. Por exemplo, o traficante Raro, que buscou abrigo na Rocinha (ADA) até que tivesse uma decisão.

Resumindo, o Coroa perdeu tudo que era dele, inclusive o Caju, e deixou para os frentes o cargo de chefe.

Raro se tornou absoluto na Pedreira e Lagartixa, e os traficantes Remedinho, Sexta-feira e Bob, se tornaram chefes no Complexo do Caju.

Mas faltava uma coisa no Caju, que os chefes atendesse os pedidos do São Carlos (ADA).

Bob concordou com a união do São Carlos no Caju, mas apenas os traficantes Remedinho e Sexta-feira eram contras, pois eram fiéis ao Coroa.

Resumindo novamente, estranhamente atacaram os traficantes Remedinho e Sexta-feira dentro do Caju, e morreram após alguns dias no hospital.

Caju ficou apenas para Bob, que diziam que iria administrar com parceria da Vintém, São Carlos e Rocinha, e a crise no ADA iria acabar.

De fato acabou, mas o reflexo da nova administração caiu para cima dos moradores, que não concordaram com as novas regras.

Pior, perderam suas casas por não concorda com as ordens do Bob.

Entretanto, parte dos moradores clamam pela volta do Limão do Caju, preso em 31 de julho de 2015 pelos policiais da UPP no Caju.

Limão seria outro traficante da confiança do Coroa (preso), mas só observou da cadeia toda a mudança dentro do ADA.

Não sabemos se ele seguiu as recomendações do ADA, ou ficou do lado do Coroa.

No Rio de Janeiro, todos que ficaram do lado do Coroa estão sumidos das comunidades do ADA, e quem tem ligações com a Rocinha, São Carlos e Vintém.

Exemplo do traficante Pixadão, outro fiel do Coroa, que apenas a decisão do ADA, perdeu a sua chefia no Batan em Realengo, e está sumido. Dizem ter se abrigado nas comunidades de Niterói.

Outro que sumiu foi o traficante Noel, líder da Pedreira na época do Coroa.

Agora a situação dentro do Caju.

Só o tempo irá dizer.