Como os argumentos e discursos foram mudando com o passar dos séculos; O que é verdade virou mentira, e o que é mentira virou verdade

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Estava o cordeiro a beber num córrego, quando apareceu um lobo esfomeado, de horrendo aspecto.

— Que desaforo é esse de turvar a água que venho beber? — disse o monstro arreganhando os dentes. Espere, que vou castigar tamanha má-criação!…

O cordeirinho, trêmulo de medo,respondeu com inocência:

— Como posso turvar a água que o senhor vai beber se ela corre do senhor para mim?

Era verdade aquilo e o lobo atrapalhou-se com a resposta. Mas não deu o rabo a torcer.

— Além disso — inventou ele — sei que você andou falando mal de mim o ano passado.

— Como poderia falar mal do senhor o ano passado, se nasci este ano?

Novamente confundido pela voz da inocência, o lobo insistiu:

— Se não foi você, foi seu irmão mais velho, o que dá no mesmo.
— Como poderia ser meu irmão mais velho, se sou filho único?

O lobo furioso, vendo que com razões claras não vencia o pobrezinho, veio com uma razão de lobo faminto:

— Pois se não foi seu irmão, foi seu pai ou seu avô!

E — nhoc! — sangrou-o no pescoço.

Em resumo:
Contra a força não há argumentos.(Argumentum ad baculum)

Tem sido cada vez mais comum que algumas pessoas não saibam lidar com argumentos contrários aos seus posicionamentos pessoais.
Mas espere ai! Temos de esclarecer alguns pontos nisso.
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Existe uma diferença crucial num debate chamado argumento.
O argumento é a base na qual o indivíduo se posiciona diante de uma determinada situação. O argumento deve vir acompanhado de apoio lógico, uma justificativa que sustente a sua tese.
Existem diversos argumentos e de certa forma são quase todos validos.
O problema surge quando o argumento não tem relação direta com o tema a ser discutido. Isso só piora quando tal argumento errôneo vem acompanhado de uma lógica irresponsável. Para exemplificar:

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Durante o período helênico Gregos escravizaram diversos povos adversários.
Além dos escravos de guerra haviam os escravos de debito, ou seja, muitas vezes homens livres que não tivessem como quitar suas dividas eram feitos escravos. Eram homens brancos escravos de homens brancos.
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Os egípcios, que sofreram grande miscigenação após a tomada do controle por parte dos Nubios, não eram brancos. Assim como no Império Etíope, no Egito houveram imperadores negros que escravizaram homens brancos e homens negros e assim aumentaram seus domínios, luxo e poder.
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Durante as incursões marítimas ao “novo mundo”, o povo branco europeu escravizou índios e principalmente negros para sustentar seu modo imperialista. A escravização dos homens negros tem intima ligação com a formação do Brasil.

Diante disso seria lógico dizer que os negros foram escravos? Sim, mas também seria correto afirmar que os brancos eram escravos, os indios, etc…
Muito diferente do que esses grupos ditos “defensores de minoria” tentam “pintar” quando trazem lógicas deturpadas como tudo é culpa do homem branco burguês.
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Ou quando esses mesmos grupos, causadores de divisão, alegam que toda a culpa da violência e sexualização extrema do ocidente é fruto da “mão de ferro” da ICAR durante a idade media sem lembrar do fato que a maior parte do corpo eclesial era constituída por membros de famílias reais, nobres, ex-senhores feudais e lideres de exércitos que utilizavam a igreja para não perder direito sobre suas terras.
Alias os mesmos homens nobres que depois apoiaram a cisma protestante, uma vez que o protestantismo lhes permitia ter domínio sobre seus lucros sem a “culpa” da religião. Os mesmos nobres que mais tarde viriam a apoiar o iluminismo.
Em outras palavras, estabelecesse uma lógica parcialmente correta, apenas para eximir-se de culpa no processo de declínio da historia humana.
É mais fácil culpar o outro que fazer sua parte.

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Não raro, indivíduos que não são capazes de refutar um argumento mais sólido ou que não possuem qualquer base de defesa de sua retórica enveredam no tão conhecido argumento ad hominem.
Nesse caso uma das partes se recusa a analisar a veracidade do argumento alheio e ao invés de refutar o argumento opta por criticar o autor/defensor da tese adversária, quase sempre com palavras de baixo calão, estereótipos físicos ou sociais e sempre visando desvirtuar o foco da discussão.
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É preciso lembrar que há uma pegadinha muito sagaz no discurso ad hominem: A Vitimização.
Quando o indivíduo desprovido de argumentos vê-se impedido de agredir diretamente o adversário opta por fazer-se de vitima. O vitimismo é uma força muito grande atualmente e tem sido usado para colocar a vitima na posição de justa, correta e inocente.
O ser humano é provido de uma característica elementar conhecida como empatia.
Quando vemos uma pessoa na posição de risco ou sofrimento, sofremos por ela e agimos de forma caridosa. Nos tornamos uma defesa para as necessidades de outros.
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O hipócrita abusa da empatia social e se faz de vitima para que o justo pareça perverso. Por coisas assim o cidadão honesto e trabalhador tem sido tomado por perverso ao exigir que bandidos sejam punidos, enquanto bandidos se vitimizam e colocam a culpa de suas ações na condição social como se não tivessem praticado o ato.
Todos são culpados, o céu é culpado, tudo é azar e se sou bandido, prostituído, desonesto, libertino é pq não dei sorte, porque Deus é perverso, porque fomos colonizados nos sistema escravocrata, qualquer coisa menos porque eu mesmo optei pelo caminho desonesto.

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Existe também o argumentum ad populum.
A grosso modo é um argumento falacioso que caracteriza-se por justificar as próprias ações no fato de que todos fazem o mesmo. Ou seja, se outros pulam, por mais nocivo qua seja eu pulo também e ninguém tem o direito de me julgar apenas porque a voz da maioria é a voz de “deus”. O lendário “Vox Populi, Vox Dei” ou popularmente “Maria Vai com As Outras”.
É baseado nisso que as elites tem modificado os comportamentos sociais para algo mais nocivo. Isso ocorre pouco a pouco até que seja comportamento de maioria. Nesse ponto, mesmo sendo algo errado torna-se norma.
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Se todo mundo escuta funk e sertanejo universitário então funk e sertanejo são as melhores musicas que o homem é capaz de produzir.
Se todos se drogam, todos roubam, todos matam então está correto e ponto!

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Ainda existem pessoas egoístas que acreditam que a liberdade deve ser individual e traçam suas medidas de conduta na ideia de que defendendo apenas os próprios direitos trarão equilíbrio social.
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Nesse escopo defendem ainda que criem-se normas especiais para as minorias e creem profundamente que essa separação pode gerar união, sem perceber que no entanto a única liberdade que trazem é a transitória, a liberdade de grupos.
Sabemos que a liberdade de grupos não se sustenta porque separados, nós, a massa, somos fracos.
Se a liberdade é para todos por que criar super-liberdades para grupos?

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Talvez a velha tática do dividir e conquistar!

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Há ainda os preguiçosos intelectuais, aqueles que não sustentam suas teses e logo que se vêem contrariados saem pela tangente sem sequer analisar os fundamentos da antítese. Costumam achar textos bem fundamentados, ou com fontes melhor pesquisadas, textos “chatos”, “enfadonhos”, “longos”…
Querem coisas “mastigadas” e ultraresumidas. Querem apenas uma distração e detestam qualquer coisa que não se pareça com postagens de Facebook.
Isso ocorre muito porque não estamos mais acostumados à leitura recorrendo a videos como Youtube ao invés de fontes escritas.
Em parte por total letargia diante do conhecimento, algo que vem sendo estimulado pelos governos e mídias.
No Brasil, em especial, é propagada pela tosca e rasa “leitura de mundo”, muito difundida nos meios acadêmicos, pedagógicos e escolas e bastante teorizada pelo também tosco Paulo Freire.
Digo tosco por propriedade e não como argumento ad hominem.
Freire é considerado patrono da educação brasileira e depois de instaurados seus ensinamentos nas nossas diretrizes básicas os resultados de nossos testes em parâmetros internacionais só tem piorado.

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Na sua principal obra, Pedagogia do Oprimido, Freire exalta a teoria da Ação Antidialógica, onde centra-se a “ação dos dominadores”, que preferem manter a divisão, para poder continuar a opressão e manter a manipulação, deixando as classes menos favorecidas fracas e facilmente manipuladas. Nada mais que a luta de classes proposta pelo alemão Karl Marx, só que com outras palavras.

Paulo Freire participou da última grande reforma educacional brasileira, ocorrida em 1996 durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Tal reforma deu origem à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, cujos resultados estão aí para todos nós vermos. Nossa educação continua atrasada, doutrinária e fraca.

Caso se interesse leia mais sobre isso aqui:
https://www.institutoliberal.org.br/blog…hecimento/

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Há ainda aqueles que livremente discordam de qualquer argumento simplesmente por birra.
É algo muito comum nos Argumentum ad crumenam, que consiste na tendência de darem razão ao mais privilegiado e mantém ao longo das épocas as elites no poder como se as mesmas fossem especiais ou entes deidades providas de “bênçãos” dos céus.
Baseado nessa falácia temos nações inteiras adotando medidas antinacionalistas apenas porque a Rainha Elizabeth disse, ou Bill Gates propôs, ou Angelina Jolie comentou…
Isso também é visível no micromundo, por exemplo, quando um bandido/delinquente é solto apenas porque o prefeito ou vereador ou fazendeiro apela às autoridades responsáveis.

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Vale lembrar do oposto, o Argumentum ad lazarum, ou apelo à pobreza, que é muito similar à vitimização.
Exemplos:
Lula está correto em suas defesas e discursos sobre a pobreza porque afinal de contas ele foi pobre;
ou
Estes ladrões deve ser defendidos porque afinal sempre foram pobres e isso justifica suas opções pelo crime!
Atente que nesse tipo de argumento, mesmo que correta, qualquer afirmação feita por alguém abastada ou economicamente estável deve ser desconsiderada, pois o “rico” não sabe nada da vida de um pobre.
Algo irracional e que carece de fundamentos.

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Talvez dos mais perigosos o Argumentum ad antiquitatem, ou argumento da antiguidade, é a falácia na qual admiti-se como correto tudo que é tradição, mesmo as coisas erradas.
Por ele defende-se atrocidades como o preconceito de raças, a supremacia de religiões, a inaceitação de comprovações científicas…
É o conhecido “sempre foi assim”.
Há no entanto que se avaliar criteriosamente esse argumento, pois assim como nem tudo que é antigo é bom nem tudo que é novo o é.
Cada elemento deve ser analisado separadamente. Se antes matar uma mulher, um escravo ou uma criança eram algo comum/tradicional e isso mudou para melhor também haviam respeito à propriedade intelectual e material, direito de defesa, moral e etica, respeito mutuo…
A sabedoria está em reter o que é bom e evoluir, mas ter a honestidade de perceber que certas evoluções são nocivas à sociedade e o passado ja demonstrou isso.
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Um exemplo controverso disso é o homossexualismo que atualmente defendido pelas mídias e elites tradicionalmente foi combatido em sociedades antigas como na Grécia(sendo inclusive alvo dos estudos de Platão que se oponha ao homossexualismo), tribos Africanas, povoados Indígenas, etc…
A própria ideia do homossexualismo é incoerente com a genética humana, pois inviabiliza a perpetuação da raça.
Alguns historiadores afirmam que a ascensão do homossexualismo também esteve ligado ao declínio do império romano ocidental com menos efeito no império bizantino, sendo fator importante junto às incursões bárbaras e questões sazonais/econômicas do declínio, uma vez que parte importante da aristocracia romana adotou as praticas homoafetivas e isso entrou em dissonância com o período.
Essa conjunção de fatores se assemelha muito ao atual estagio do ocidente, aumento do homossexualismo, incursão islâmica, indícios de crise financeira…é o modus operandi se repetindo.

A tradição, por tanto, atua como essencial no momento em que nos lembra do “porque” das coisas, do “como” a s coisas existem e principalmente “para quem” elas existem.
Através da tradição somos capazes de identificar os avanços e recuos da sociedade, as benesses e os malefícios das ações humanas, de reinos, de impérios e de religiões através das eras.
Sem tradição não esquecemos apenas o que foi bom, mas também o que foi ruim. Sem tradição não se conhece o passado e arriscasse repetir os erros.
É preciso compreender que a realidade não é uma convulsão galática entrópica onde tudo é desordem. Algumas coisas, apesar de novas são cíclicas e algumas apesar de antigas se renovam.

É através da queda da tradição que a NOM, seja ela a atual ou as tantas outras que existiram, nos faz esquecer que nem sempre “eles” estiveram no poder.
Sem tradição não sabemos que as coisas podem ser diferentes!

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Argumentum ad ignorantiam, ou argumento da ignorância consiste na falácia pela qual tenta-se provar que algo é falso ou verdadeiro a partir de uma ignorância anterior sobre o assunto. É um tipo de falso dilema, já que assume que, ou todas as premissas são verdadeiras ou todas elas serão falsas.
Por exemplo:
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-Ninguém provou que Aliens não existem então Aliens existem. (FILHOS DE DEUS / deuses que Salomão adorou / anjos caídos que tiveram relações sexuais com mulheres ) Nefilins 
– Deus é real, está na natureza e nas boas coisas dessa vida, portanto ele existe, mesmo alguns não crendo.

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O Argumentum ad Ignorantiam encontra ressonânciano meio jurudico em especial na duvida razoável.
A duvida razoável, se presente, remove efetivamente a
possibilidade do acusado ser ambos, culpado e sem evidencias,
do que se analisa em juízo, portanto o acusado é
considerado inocente a não ser que o provem culpado.
(veja a tabela de decisão abaixo)

Citar:
-Inocente e de culpa não comprovada. Julgado inocente.
-Inocente e de culpa comprovada. Julgado culpado. (juri pode ser tendencioso, ser enganado, cometer um erro, falsas evidencias serem criadas, etc.).
-Culpado e de culpa não provada. Julgado como inocente.(Duvida razoavel).
-Culpado e de culpa provada. Julgado culpado. (“Inocente a não ser que provado culpado” é um resumo disso e um conceito muito mais fácil de decorar).

Uma frase que condensa a critica ao argumento de ignorância é a conhecida :”A Ausência de evidencias não é evidencia de ausência”

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Falácia da Questão Complexa também conhecida como falácia da interrogação, ocorre quando o autor da sentença ou interlocutor utiliza uma pergunta de resposta positiva/verdadeira seguida de outra pergunta capciosa que pode ser negativa, mas cujo objetivo é gerar culpa induzida ao questionado. Por exemplo:

Citar:Você como cidadão honesto apoia os direitos da sua nação?
Você apoia o direito de sua nação expandir seu território sobre os países vizinhos não é?

ou

Citar:Você controla seus impulsos íntimos não é?
Você parou de olhar sua vizinha pelada?

São artifícios maldosos que visam pressionar o oponente numa situação vexatória retirando o credito que o mesmo possua com os ouvintes e assim desmerecendo seus argumentos.
É comum ver essa tática quando acusam-se ateus de serem desonestos, religiosos de serem irracionais, homens de serem machistas, conservadores de serem retrógrados dentre outras, o que não reflete necessariamente a verdade.

Em outras palavras, as falácias servem para através de arquétipos pré-condicionados induzir os ouvintes/leitores ao erro, ou furtar-se ao debate produtivo, diminuindo os elementos fundamentados de uma discussão.
É uma política cada vez mais imperativa na web e na vida cotidiana.

A verdade?
Seja sincero, você não quer a verdade. Você não suportaria a verdade.
Você quer apenas um labirinto diferente para se distrair.