Maquiavélico! : Temer diz “Não há mais razão para que se diga que não se deve aprovar a reforma da Previdência”

O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira (25), em almoço com governadores em Brasília, que a negociação com as bancadas “amenizou enormemente” a reforma proposta pelo governo e que, por isso, não há razão para eventual rejeição à medida no Congresso.
De acordo com o presidente, apesar das concessões em cinco aspectos incluídos na proposta original, a questão principal sobre a mudança na idade mínima não foi mudada.
“Não há mais razão para que se diga que não se deve aprovar a reforma da Previdência”, afirmou Temer.
A imprensa não teve acesso à reunião do presidente com os governadores. As declarações de Temer foram divulgadas após o encontro pela assessoria do Palácio do Planalto.
“O relator [Arthur Maia, do PPS-BA] percorreu todas as bancadas, ouviu e trouxe as observações todas e eu disse: ‘pode negociar’. Ele foi, negociou e amenizou enormemente aquele projeto inaugural”, afirmou Temer.
O encontro reuniu 13 dos 27 governadores e três vices na residência oficial do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). De acordo com Maia, os governadores que não compareceram justificaram a ausência.
Durante a fala, Temer pediu apoio dos governadores junto às bancadas dos estados para aprovar a medida na Câmara.
“O que nós queríamos aqui mais precisamente ao saudá-los mais uma vez é dizer que precisamos muito desse apoio”, afirmou.
“Eu sei que os senhores têm a compreensão de que governadores têm as mesmas dificuldades que nós temos aqui na área federal. No Brasil, nós temos que retomar essa cultura de que o governo não é de um ou alguns, mas o governo é de todos”, declarou.
“Nós mandamos uma reforma completa, digamos assim. Mas, sabedores democraticamente de que o Congresso, que é o filtro das aspirações populares, iria naturalmente fazer uma série de propostas, como foram feitas”, afirmou.
Temer também disse que, após ter assumido a Presidência devido ao impeachment de Dilma Rousseff, poderia “desfrutar historicamente do prazer de ser presidente”, mas que o governo atual “quer mais”.
“Apanhamos [o Brasil] em uma situação delicada e fomos acertando pouco a pouco. Mas, para consertar, é preciso medidas às vezes chamadas impopulares porque nós nos recusamos às medidas populistas, como os senhores se recusam”, declarou.