Saiba a Origem do Jogo de ritual satânico Baleia Azul; E como há vazios nos jovens, adolescentes, e crianças da Geração Z

Baleia Azul – Blue Whale

A realidade sobre o jogo desafio da Baleia Azul (Blue Whale) –  Nessa matéria, iremos mostrar e  esclarecer sobre o que é o jogo desafio da Baleia Azul, como o jogo saiu de um esquema de marketing para alavancar uma página em rede social russa e como ganhou o mundo. Também investigamos se é verdade que o desafio da Baleia Azul induz ao suicídio e se é verdade que mais de 130 adolescentes cometeram suicídio na Russia por conta desse jogo macabro.
Antes de mais nada, o blog BASTIDORES DA NET esclarece que não  joga o desafio do Baleia Azul, e nem tampouco incentiva que os seus leitores o joguem, pelo contrário. Visto que o jogo pode promover o terror psicológico em jovens e adultos com depressão, não serão fornecidas informações sobre links dos grupos do desafio da Baleia Azul no Facebook, no VK ou qualquer outra rede social. O blog Bastidores DA NET não possui tais links e toda  informação aqui contida é de caráter informativo e jornalístico.

O que é e como surgiu o jogo da Baleia Azul – Blue Whale

Em meados de Fevereiro de 2017, diversos sites da língua inglesa começaram a divulgar um misterioso “Jogo do Suicídio” que teria levado mais de 130 jovens a cometerem suicídio na Russia. Embora esse jogo, ou desafio, possa ser conhecido por outros nomes, o mais comum e o que tornou mundialmente famoso é Blue Whale ou Baleia Azul em português.
A referência do nome do jogo ao cetáceo não é por acaso. As baleias são popularmente conhecidas por comportamento suicida ao forçarem o encalhe na praia. Uma das teorias que tentam esclarecer esse hábito das baleias é a “hipótese do integrante doente”, quando uma baleia doente procura águas rasas e tranquilas em busca de segurança. Por serem animais sociais, outras baleias seguem esse individuo e acabam encalhadas também.
A história do Jogo da Baleia Azul começou com a morte de Rina Palenkova, 17 anos que cometeu suicídio se jogando nos trilhos do trem da cidade de Ussuriysk, na região de Primorsky Krai, no Extremo Oriente russo.. Poucos segundos antes de se jogar na linha do trem, Rina Palenkova, postou uma foto (abaixo) no VK (VKontakte)  com a palavra Adeus. Fonte – The Mirror
Rina-Palenkova-baleia-azul
A imagem da jovem suicida foi amplamente divulgada nas redes sociais da Russia e logo se tornou a figura central de um estranho culto. Comunidades de mídia social como “Sea of ​​Whales“, F58, F57 e sites de vídeo chocantes ,compartilharam fotografias de Rina e espalharam um boato de que ela fazia parte de uma seita suicida:
Esses grupos tinham como tema o suicídio e eram repletos de videos bizarros, psicodélicos e sinistros. Logo começaram a enviar mensagens em forma de código, conteúdos em hebraico, cabalísticos e místicos.
Para promover o grupo F57 e o tornar popular, os moderadores desenvolveram um ARG, Jogo de Realidade Alternativa (Alternate Reality Game). Em sua definição mais simples, um ARG é uma realidade fictícia que é sobreposta ao mundo real.
Inicialmente o projeto do Grupo F57  não tinha nenhuma relação com o suicídio, mas depois que “importaram” ideias de moderadores de grupos destrutivos, a coisa começou a desandar. Um dos elementos do projeto foi um cronômetro no site, contando os 70 dias anteriores a uma determinada data – de acordo com a F57, até o dia dos suicídios em massa.
Em entrevista ao site Lenta.Ru, Kitov, administrador do “Sea Whale“, diz que Filipp Lis, criador do F57 ,  não tinha a intenção de incentivar os adolescentes a cometerem suicídio, e sim,  promover suas páginas no VK para ganhar dinheiro (Assim como no Facebook, é possível monetizar as páginas do VK).
Lis lançou o mito da “seita” e usou Rina Palenkova  para promovê-lo. Ele vendeu suas páginas clonadas, reposts, vídeos e fotos de seu túmulo, bem como screenshots de sua correspondência.
Depois que o VKontakte removeu f57, ele, Filipp Lis, criou grupos semelhantes, como o f57Terminal5751 ุ ς☈ψ ς☈ψ ς☈ψ 666.
F57Vendo o potencial do tema, Kitov (Sea Whale) disse ao Lenta.ru: “Eu olhei para todo o barulho, fiquei atordoado com o hype e criei minhas baleias“. Ele insistiu que seu objetivo era dissuadir adolescentes propensos a pensamentos suicidas, mas primeiro era necessário “se tornar um deles” . Em outras palavras, fingir ser suicida.
O jogo desafio Baleia Azul tem levado jovens ao suicídio?
A informação abaixo (((entre parenteses))) não é de fonte 100% confiável, as instituições da Rússia ( Полиция и НПО) (Policia e ONG’s)  declaram que  tais citações são duvidosas.
(((Não há nada comprovando que o jogo Baleia Azul tenha levado os jovens ao suicídio. A associação do jogo desafio Baleia azul – Blue Whale com o suicídio de pelo menos 130 jovens na Russia, iniciou com interpretações equivocadas das investigações do site Novaya Gazeta. (Caso queira conhecer o site, utilize o tradutor do navegador).
O Novaya Gazeta informou que contou 130 suicídios de crianças ocorridos na Rússia de novembro de 2015 a abril de 2016  e que de acordo com o eles, quase todos eram membros do mesmo grupo na Internet.)))
Mas segundo o site Radio Free Europe, é comum que jovens suicidas e que praticam automutilação, ou cutting, entrem em grupos fechados sobre o tema. Ou seja, independente da existência do jogo Baleia Azul, não é raro que jovens suicidas frequentem grupos em comuns na internet.
No dia 14 de fevereiro de 2016, uma menina de 10 anos de idade do subúrbio de Kirishi, em São Petersburgo, foi hospitalizada com uma concussão e outras lesões depois de cair de uma janela. A mídia local citou “descobertas preliminares” que sugeriam que o incidente foi uma tentativa de suicídio ligada ao sombrio fenômeno on-line conhecido como “Baleia Azul. Em 20 de fevereiro de 2016, a mídia local informou que o ramo de São Petersburgo do Serviço de Segurança Federal (FSB) estava abrindo um novo banco de dados sobre suicídios infantis.
Um reporter da Radio Free Europe se infiltrou nesses grupos – leia parte traduzida da matéria da RFE ou na íntegra aqui.
frases
Ao longo de cerca de uma semana, o RFE / RL conseguiu entrar em contato com mais de uma dúzia de auto-proclamados atuais e ex-jogadores e vários curadores. Nenhuma das tentativas de se jogar o jogo foram levadas adiante pelos curadores.
O suicídio infantil é um problema real. De acordo com o governo russo, 720 menores se suicidaram em 2016. As autoridades dizem que as causas principais são amor não correspondido, problemas familiares e problemas de saúde mental. A falta de oportunidades e o alcoolismo generalizado e o abuso de drogas são citados como fatores contribuintes. Apenas 0,6 por cento têm qualquer conexão com a Internet ou mídia social.
Funcionários do Quirguistão disseram à RFE / RL que 15 menores se suicidaram em janeiro, quase o dobro de janeiro de 2016. “As razões são más relações dentro da família e várias circunstâncias da vida”, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Bakyt Seitov para a RFE
Por esta razão, psicólogos e assistentes sociais dizem que há motivos reais para se preocupar com os grupos da Baleia Azul e exortam os pais a serem vigilantes para observar se seus filhos andam manifestando interesse em jogos mórbidos.
De fato, só a presença de crianças, jovens e pós-adolescentes em grupos dessa temática já é motivos para alertas. O jogo desafio da Baleia Azul existe, e por si só já é motivos para alerta. Muitas pessoas estão achando engraçado e bacana o status de ser uma baleia azul e estão se cortando formando o desenho do cetáceo, para dizer que estão jogando o jogo.

Um jogo que estimula jovens a cometerem suicídio tem feito sucesso no Brasil e no mundo e provocado polêmica após mortes de adolescentes. Conhecido como “Blue Whale” (Baleia azul, em tradução livre), a brincadeira que, aparentemente é inocente, pode ter consequências sérias.

O jogo funciona da seguinte forma: adolescentes entram em um grupo onde são expostos e propostos pelos líderes 50 desafios postados todos os dias as 4h20. No início, as tarefas são simples, como por exemplo desenhar algo ou passar noites em claro ouvindo músicas depressivas, mas depois os desafios vão aumentando e ficando cada vez mais perigosos, e podem obrigar os participantes a fazerem tatuagens utilizando facas.

Além disso, durante as tarefas os adolescentes podem ser estimulados a insultar os pais ou se mutilar. O último desafio é visto como o mais perigoso. Isso porque o participante precisa atentar contra a própria vida.

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Quem participa dessa prática precisa cumprir uma tarefa por dia. A lista do que fazer é entregue aos poucos por uma espécie de tutor, quase sempre o administrador de uma página secreta no Facebook. A todo momento, eles são avisados de que este é um jogo sem volta.

Mortes
Na Rússia, ao menos uma pessoa foi detida por envolvimento no jogo. Em alguns casos, quando os adolescentes chegaram à reta final dos desafios, eles trocaram a foto de capa do perfil na rede social por uma imagem de uma baleia azul. No país, estimasse que cerca de 100 pessoas já devem ter morrido por conta do jogo.

No Brasil, a morte de uma adolescente de 16 anos está sendo investigada e pode estar relacionada à Baleia Azul. A jovem teria pulado em uma represa de grande profundidade para cumprir o desafio final do jogo mortal. Por aqui, há pelo menos 13 grupos fechados no Facebook, com mais de 59 mil pessoas.

Pelo menos dois casos registrados nesta terça-feira em duas cidades diferentes do Brasil podem estar relacionados a um jogo virtual conhecido como ‘Desafio da Baleia Azul’, que teria surgido em uma rede social russa e cujo principal objetivo é incentivar o suicídio do participante.

Os registros reabrem o debate sobre os limites entre o real e o virtual e a ocorrência do suicídio entre jovens no país.

Na Paraíba, a polícia investiga denúncias que envolvem alunos de uma escola de João Pessoa. De acordo com o coordenador do Centro Integrado de Operações Policiais da Paraíba (Ciop), coronel Arnaldo Sobrinho, os estudantes já teriam realizado “tarefas” de automutilações previstas no Desafio da Baleia Azul – são 50 desafios, um a cada dia, sendo o último desafio tirar a própria vida.

Já na cidade mato-grossense de Vila Rica, a 1.276 quilômetros da capital Cuiabá, uma adolescente de 16 anos foi encontrada morta em uma lagoa. As primeiras informações colhidas pela polícia junto a parentes da vítima apontaram para a participação dela no mesmo jogo virtual. Se confirmada a relação, a morte é a primeira no Brasil envolvendo o Desafio da Baleia Azul.

“Preliminarmente será analisado o jogo virtual citado e quem induziu ou instigou o suicídio, ou se foi uma deliberação da própria vítima”, disse ao jornal Hoje em Dia o delegado André Rigonato, responsável pelo caso de Mato Grosso.

Depressão e suicídio

Os dois casos reacenderam o debate envolvendo depressão e suicídio entre jovens no Brasil. A depressão atinge 300 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) – só entre 2005 e 2015 esse número subiu 18%. Os dados são ainda mais alarmantes quando se fala em suicídio: cerca de 800 mil pessoas tiram a própria a vida a cada ano no mundo, sendo essa a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

Ainda conforme apontam dados da OMS, o Brasil ocupa a oitava posição entre os países com mais registros de suicídio no planeta. Dados de 2012 mostram que 11.821 pessoas tiraram a própria vida no país, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. O Brasil só aparece atrás de Índia (258 mil óbitos), seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).

Ainda no que diz respeito a suicídio no país, o dado mais recente do Ministério da Saúde é de 2014 e dá conta que 10.600 pessoas tentaram o suicídio – uma taxa média de 5,6 por 100 mil habitantes, quase metade da média mundial (11,4 por 100 mil). O grupo de risco entre brasileiros está na faixa etária entre 15 a 29 anos. As principais causas de quem tira a vida no país estão relacionadas a transtornos mentais como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, ou a dependência de drogas.

De acordo com especialistas, o que o Desafio da Baleia Azul faz é servir como estopim para jovens que já enfrentam problemas psicológicos e emocionais.

Reportagem exibida na Record sobre o Jogo Baleia Azul

“Pessoas fragilizadas por eventos traumáticos, isoladas emocionalmente, que possuem dificuldade em confiar ou que se sentem cobradas e exigidas em demasia são mais propensas a desenvolver quadros depressivos que as tornam alvos fáceis para esse tipo de manipulação”, avaliou o sociólogo André Sobral ao site Tecmundo. “Quanto maior o sofrimento vivido pelo indivíduo, mais sedutora é a proposta de se sentir vivo através de desafios, a provocação da ideia da morte como um jogo”.

Ameaças

Levantamento feito pelo Tecmundo mostrou que dados pessoais disponíveis na Internet alimentam criminosos virtuais que lançam mão de iniciativas como o Desafio da Baleia Azul. Em tom de ameaça, eles usam as informações para cooptar participantes entre crianças e jovens – muitas vezes essa busca por vítimas se dá justamente em sites e grupos que abrigam pessoas com depressão e outros problemas psicológicos.

Conhecido como ‘curador’, o controlador do jogo envia diariamente para os participantes, ao longo de 50 dias, sempre às 4h20, uma mensagem com um determinado desafio. A prova de que o desafio foi cumprido deve ser postada nas redes sociais do jogador. Vários desafios envolvem majoritariamente automutilação. A 50ª e última tarefa é uma só: tirar a própria vida.

As primeiras notícias a respeito do Desafio da Baleia Azul surgiram após uma reportagem de 2016, do jornal russo Novaya Gazeta (Jornal Novo, em português). Segundo a própria investigação da publicação, grupos secretos inseridos na rede social VKontakte estavam sendo espaço de persuasão de jovens para tirarem a própria vida, exercendo pressão psicológica em meio a aventuras sinistras. O jornal estimou que mais de 100 mortes poderiam ter relação com o desafio somente na Rússia.

No Brasil, há dezenas de grupos que defendem o acolhimento a pessoas com depressão e o combate ao Desafio da Baleia Azul. Entretanto, há relatos nas redes sociais de que esses mesmos grupos vêm sendo invadidos por entusiastas e controladores do jogo.

Julgamentos

Mortes de participantes de desafios online não são mais incomuns até mesmo no Brasil. Em outubro do ano passado, um jovem de 13 anos fã de “League of Legends” morreu após ser desafiado por outros jogadores do jogo chamado “Choking Game” ou “Jogo do Desmaio”. A sua morte acabou sendo transmitida ao vivo para os demais participantes.

Para o psiquiatra Neury José Botega, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos erros é a tentativa de banalização dos mecanismos que alguém possa usar para chamar a atenção de outras pessoas.

“Não se deve banalizar ou julgar a tentativa como um recurso para chamar a atenção. Na vida conturbada de um adolescente, o ato precisa ser tomado como um marco a partir do qual se iniciam ações destinadas à proteção e à qualidade de sua vida, incluídas as de saúde mental”, comentou, em entrevista à revista Claudia.

A falta de discussão acerca do problema é um dos obstáculos a serem superados, segundo a ONU. “A prevenção não tem sido tratada de forma adequada devido à falta de consciência do suicídio como um grave problema de saúde pública. Em diversas sociedades, o tema é um tabu e, por isso, não é discutido abertamente”, informou a entidade em comunicado.

À Agência Brasil, a coordenadora da Comissão de Combate ao Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Alexandrina Meleiro, comentou que é preciso falar mais sobre o assunto, reduzindo o acesso a meios de execução do ato, acompanhado de ajuda profissional. Por fim, a atenção básica de saúde precisa fazer a sua parte, o que ainda não ocorre no país.

“O paciente com perfil suicida precisa de pessoas com familiaridade com o assunto. Muitas vezes uma palavra não positiva pode detonar o gesto suicida, cada vez mais o profissional tem que estar familiarizado com o assunto para ter a possibilidade de mudar um destino que poderia ser trágico daquele paciente”, afirmou.

Fontes:
http://www.fatosdesconhecidos.com.br/o-q…m-pessoas/
https://br.sputniknews.com/brasil/201704…zul-video/

Será que ainda há quem duvide que existe algo intencionalmente muito ruim acontecendo no mundo “por baixo dos panos”?
Fatos como esse descrito acima, são reflexos da nossa humanidade doente. O vazio que as pessoas que permanecem escravizadas por este sistema hipócrita, enganador e doentio que manda no mundo, é algo imensurável. Enquanto as pessoas não acordarem para o real propósito de suas vidas e preencherem este “buraco negro” que carregam dentro de si, com o que verdadeiramente importa, situações como essa serão cada vez mais comuns.
Os jovens devido a sua imaturidade e total falta de apoio por parte de suas famílias em sua maioria já completamente desestruturadas, procuram desesperadamente encontrar algo para preencherem suas existências vazias e sem propósito. Se tornam presas fáceis para estes tipos de armadilhas.
Assim já dizia Renato Russo:
“E há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade
Há tempos são os jovens que adoecem
Há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
E só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção”

Ainda há tempo de acordar!

Se a grande mídia está apoiando, abra os olhos, melhor se opor.